Resenha: Black Desert Mobile

No nosso terceiro dia de programação da Semana Gamer: BDO, a Sakuras Esports traz o Black Desert Mobile, a versão portátil de BDO! Lançado no final de 2019 para o mundo todo, o game obviamente roda em servidores diferentes dos para as outras plataformas, e apresenta algumas diferenças quanto à versão tradicional que vamos abordar nesta breve resenha.

Você pode baixar Black Desert Mobile através da Play Store ou Apple Store.

Customização do personagem. Fonte: Play Store. 

Ao iniciar o game, você tem que fornecer uma autorização de acesso às suas mídias. Essa autorização é obrigatória e o jogo não será instalado se você não permitir este acesso. Depois, escolhe o servidor de alguma região (América, Europa ou Ásia), e então a instalação começa (conosco, foi 3,79 GB). Você pode desfrutar de mini-games variados enquanto espera o download concluir. Depois da conclusão, você também precisa aceitar os termos e condições (que certamente serão lidos) e aceitar que suas informações podem ser coletadas.

A tela de carregamento oferece um mini-game para você se distrair enquanto espera.
Fonte: Sakuras Esports.

Depois que a instalação finalmente concluir, você escolhe um nome de clã (nome de usuário, que não pode ser alterado futuramente) e então prepara seu personagem, escolhendo sua classe (Guerreiro, Ranger, Cavaleira Negra, Maga, Gigante, Lutador, Valquíria ou Feiticeira) e customizando sua aparência. Notamos que é possível selecionar tons de peles negros e ter um personagem até acima do peso. Quando terminar de customizá-lo, você dá um nome a ele, e então a aventura finalmente começa.

Você pode customizar cor de cabelo, olhos, pele, maquiagem e mais. Lembra um pouco a tela Create a Sim. Fonte: Sakuras Esports. 

Roda uma breve cutscene com o Espírito Negro falando algo sobre alguém não lembrar de aventuras passadas, mas que isso não importa porque o pacto é imortal. Ao estilo Skyrim, o Espírito Negro diz que você finalmente despertou e que estava te esperando há um tempo. Ele te ensina a se movimentar e apresenta alguns elementos básicos do jogo, como suas missões, e pede que você fale com uma garota que estava te olhando, Eileen.

Os gráficos são maravilhosos, até mesmo os sprites 2D dos personagens se movem, e o jogo rodou liso (testado em um Samsung Galaxy M20 com Android 10). Apesar disso, incomoda um pouco o fato de que a tela parece um pouco poluída demais, e nem todos os elementos podemos remover. Segundo a Apple Store, os requisitos mínimos para rodar o jogo são iPhone 6s/iOS 11.0; já a Play Store informa que precisa de no mínimo 2GB de memória RAM, mas não informa a versão mínima de Android (embora tenha algumas instruções sobre permissões para Android 6.0 ou inferior).

Como todo bom RPG, teve vários NPCs nos mandando para lá e para cá. Cada ida e vinda contava como uma missão e nos rendia umas moedinhas de prata, XP e poções. A primeira quest de verdade envolvia destruir abelhas parasitas de uma plantação, onde aprendemos o básico do combate, e logo ganhamos nosso primeiro pet, bem diferente a versão de computador. Enquanto que ao nível 21 você pode não ter conseguido um cavalo na versão de PC, no nível 7 já tínhamos pet, cavalo e full armor.

Um pet muito fofo que você pode chamar de seu. Fonte: Sakuras Esports. 

É bem visível que a versão mobile é bem corrida e você pode acabar se perdendo. Tem que prestar muita atenção em tudo que está sendo ensinado, é uma sensação de informação demais, o que se une àquilo que falamos mais cedo, da tela poluída. 

Demonstração dos efeitos visuais de um ataque. Fonte: Sakuras Esports. 

Depois de matar mais uns animais aleatórios como lobos e javalis, plantamos umas sementes de girassol, colhemos umas ervas e expulsamos uns Imps saqueadores, tudo isso com o Espírito Negro no nosso ouvido falando um monte de besteira. Aparentemente ele está assombrando a gente e muitas outras pessoas na aldeia (os players, sabe? E alguns NPCs, também) e acha que só somos poderosos porque ele está conosco, e que nos deixará ainda mais fortes.

Mas já? Ainda nem acabou o tutorial. Fonte: Sakuras Esports.


Depois disso e de muitas outras quests para matar outros mobs aleatórios, você enfrenta seu primeiro chefe: um imp gigante possuído pelas pedras negras, Nariz Vermelho. Depois de matá-lo, você consegue a recompensa que ofereciam por ele: seu próprio acampamento. Você aprende a construir muitas coisas no apartamento que no fim eu não sei se assimilei direito porque é tudo ensinado às pressas, depois sai e informa orgulhosamente a muita gente importante que você derrotou o Nariz Vermelho. Sabendo da nossa força, pedem nossa ajuda pra cortar madeira, algo bem sem-nexo. O Espírito Negro reclamou, mas a vida tem dessas.

Em seguida, preparamos barricadas para a próxima batalha: os imps viriam se vingar pelo Nariz Vermelho. O capitão responsável nos informa de seu maravilhoso plano, que consiste em ficarmos na linha de frente atrasando-os o máximo possível. O Espírito Negro parece ser o único sensato aqui.

Fonte: Sakuras Esports

O jogo usa as poções automaticamente quando você fica abaixo de 100 de vida, e as nossas acabaram umas três vezes (talvez lutamos muito mal?). A partir de certo ponto as coisas parecem um pouco repetitivas demais: um NPC precisa de ajuda, você vai, mata mobs, coleta alguma coisa, volta, e tem outro NPC precisando de ajuda. Quando achar isso monótono ou difícil, é só aprimorar alguns itens para sentir a diferença nos combates, que era a única coisa nos prendendo no jogo enquanto as missões estavam confusas. Como falamos no começo da semana, o sistema de combate é muito gratificante e bonito, então lutar é muito divertido, principalmente com a mecânica de desviar, que na nossa opinião deveria ter um tempo de recarga um pouco menor e não deveria ser possível desviar pra mais perto do inimigo.

Naturalmente vencemos a batalha, e depois somos informados de que estão tendo um problema com um ogro. Então a gente vai lá com o ogro e nos pedem para pegar carne de raposas-cinzentas (?). Depois, vamos atrás de ervas para fazer poções de vida, porque elas são insuficientes para tantos feridos. É, a história parece um pouco jogada demais.

O Espírito Negro tentou ensinar alguma coisa sobre trocar espaço de habilidades, mas acho que o jogo bugou porque eu ainda estava em meu cavalo.

Fonte: Sakuras Esports. 

Teremos que continuar a vida sem esse tutorial. O que foi meio difícil, porque aparentemente isso trancou todas as habilidades e agora só dava atacar. Elas só voltaram ao normal no próximo carregamento, que foi uma missão para matar espíritos da árvore maduros (?).

Mal deu pra perceber, mas daqui em diante, o jogo já tinha começado. Os tutoriais vão ficando cada vez menos frequentes e, quando você vê, está fazendo missões por fazer, e não pra aprender alguma coisa nova sobre o jogo. É bom no sentido que você nem percebe que te deixam desenvolver sua independência, mas ruim porque alguns podem se sentir perdidos (como nós nos sentimos, rs). Agora que você já sabe o básico, cabe a você saber quando aprimorar seus itens ou comprar equipamentos ou mais poções. Se vira!

Veredicto

Black Desert Mobile é um jogo muito lindo e divertido de se jogar se você ignorar a história meio improvisada e se focar no combate, pelo menos no começo. Com o passar do game você pode explorar os outros recursos, mas no começo, acreditamos que o que vai te prender mesmo é o combate e os gráficos. Não experienciamos bugs (além daquele que eu falei ali em cima, das habilidades) nem crashs, então já ganha de outros jogos tão pesados quanto.

É um jogo perfeito se você quer um escapismo medieval com muita pancadaria e uns recursos relacionados às Life Skills (citadas no início dessa semana, as "profissões"). O problema pode ser ter o dispositivo correto (a maioria da nossa equipe não tinha) ou com o espaço necessário (quase 4GB de jogo!). Apesar disso, vale à pena dar uma olhada se você por acaso tem todos esses materiais e gostaria de passar o tempo farmando mobs, melhorando suas espadas e armaduras, caçando, pescando, e tudo mais.

Esta foi a nossa resenha de Black Desert Mobile! Amanhã, traremos informações sobre o PVP do BDO (com e sem penalidade, guerras de guildas, etc) e vem aí, na sexta-feira, uma gameplay de BDO para fechar esta Semana Gamer com chave de ouro. Muito obrigada por acompanharem nosso conteúdo!


Esse conteúdo faz parte da Semana Gamer, programação mensal da Sakuras Esports onde apresentamos um jogo visando incentivar as mulheres a jogarem ou se aprofundarem nele. Estamos engajadas em aprimorar a participação e profissionalização feminina em todos os games e contamos com o seu apoio e feedback para continuarmos melhorando e ajudando mais e mais mulheres a não desistirem de seus sonhos.