Resultado do Concurso Dia dos Namorados: Histórias de Amor, Corno e Terror

- História de Amor - 


"Eu vivi um relacionamento MUITO merda por uns 5, 6 anos. Em março de 2018 fiquei solteira e voltei a morar com minha mãe. Eu tava no penúltimo ano da faculdade e pegava ônibus todos os dias pra ir e vir, como voltei pra casa da minha mãe, mudei de ponto de ônibus, e foi ai que tudo começou.


Logo quando separei, eu fiquei arrasada e nada me fazia bem, mal conseguia olhar pra outro cara porque na minha cabeça ia ser uma merda denovo. Mas nesse ponto de ônibus, tinha sempre um garoto que eu observava. Ele era um sonho, daqueles que desde adolescente emo você tem na cabeça e claro, dps do relacionamento que eu tive, JAMAIS que eu achei que ele se quer olharia pra mim. Bom, passou uns meses e eu nunca tive coragem de falar nada, teve vezes que eu tentava dar uma puxada de assunto daquelas "me empresta o isqueiro?" mas eu nunca conseguia. TRAVAVA de vergonha.


Um dia uma amiga, da época da infância nível escola infantil mesmo, apareceu do nada no meu instagram. Falou que trabalhava com um cara super fofo que estava apaixonadinho em mim fazia muito tempo. Que ele sempre me via e nunca tinha coragem de falar comigo, mas que não aguentava mais. Eu perguntei quem era, ela disse pra eu olhar o instagram, que ele tinha me seguido a uns dias e eu nem tinha percebido (parabéns alexia).


Pois, fui até o insta e percebi... era o cara do ponto. O cara que eu pensava que nunca ia me olhar, ainda mais por estar full abalada com o outro relacionamento, achando que ngm nunca ia me querer. ERA ELE. Chamei, conversamos. Ele me disse que me via todos os dias no ponto e ficava pensando em como chamar minha atenção, que tava louco atrás de mim e que por coincidência (ou destino, vai que né) ele trabalhava com uma amiga minha, me viu no feed do insta dela e me reconheceu.
Ele me chamou pra sair, a primeira vez que nos vimos oficialmente, ele me chamou pra ir em uma "social" na casa dele, essa amiga nossa em comum iria com o noivo dela etc. Topei né, cheguei lá era só eu. E ele tinha feito um jantar romântico, com direito a rosas e velas, tocando Sinceramente, do Cachorro Grande no spotify.

Essa música hoje é a nossa música, estamos a 2 anos e uns trocadinhos juntos, morando "juntos" e temos dois gatos."


- História de Corno -

"Bom... Eu tinha uma melhor amiga. Eu frequentava a casa dela. Eis que um belo dia estávamos limpando a casa, quando eu, de cima de uma cadeira onde eu estava pra limpar o topo de um armário, avisto um carinha com cara de peixe morto e tatuagem até na cara, encarando minha bunda. Era o meu número!

Ele me chamou pra beber com ele ali mesmo, e foi assim que tudo começou. (Bem relacionamento dos sonhos né? O boy mosca-morta te olha e fala "aí guria bota tomar um corote agora mesmo? E tu aceita)
Eis que ele tinha uma amiga que morava em Jundiaí. A Julia. E ele visitava ela sempre que ele ia ver os amigos na cidade. Ele ia várias vezes pra lá, me mandava foto dos cachorros dos amigos, me contava historias e tudo mais. Mas nunca me convidou pra ir, ele sempre ia de sexta, que era um dia em que eu não podia sair pois cuidava dos meus irmãos. Eu achava ok, confiava nele.


Eis que passamos 1 ano juntos, e ele nunca postou foto comigo e quase não saíamos juntos, sempre ficávamos na casa dele. Mas quando eu via os amigos dele, sempre me olhavam estranho como quem quer contar algo. E uma vez até trocaram meu nome sem querer, pra "Julia".


Um belo dia o celular dele quebrou, e ele foi pra Jundiaí. Voltou com um Iphone novo, dizendo que a amiga Julia que deu. A partir desse momento eu comecei a achar estranho. Questionei incessantemente a situação, mas ele disse que eu precisava confiar nele, que ele jamais mentiria pra mim, que ela só quis ajudar. Ok, eu "acreditei" e segui.


Um belo dia, eu apareci de surpresa na casa dele. Justamente porque estava achando ele esquisito, e a história do Iphone muito mal contada. E chegando na porta dele, ele não me deixou entrar. Disse que tinha brigado feio com o pai, que aquela não era uma boa hora, e me levou até o ponto quase que me empurrando, com muita pressa. Ele queria que a gente saísse logo da frente da casa dele. Eu entendi que tinha algo muito estranho, só fui pra casa e nem nos falamos mais.


No dia seguinte o melhor amigo dele me ligou, e disse que não conseguia mais ficar guardando aquele segredo e que tava se sentindo mal pelo que eu tava passando, e me contou tudo. A tal da Julia estava na casa dele. Ele me contou que toda vez que ele saía com os amigos, ele levava ela, por isso ele me dizia que era rolê só dos meninos. E ele apresentava ela como namorada pra todos. E me contou que quando ele ia pra Jundiaí, ele ficava na casa dela. E isso foi durante todo o nosso 1 ano de relacionamento!


Logo que eu soube da existência dela, eu ameacei contar toda a história pra ela, então ele correu pra contar primeiro, do jeitinho dele. Bom, então ela me seguiu no Instagram e começou a responder meus stories como se fosse minha melhor amiga, me elogiar, dizer que me admira e tudo mais. Eu respondia com a maior educação. Então ela começou a andar descobrir quem era meu amigo e seguir todos no Instagram, chamar todos pra sair, e ir em todos os roles que eu dizia que iria. Mas nunca nos encontramos porque eu sou uma grande furadora de rolês, e ela foi a vários lugares na esperança de me encontrar, totalmente em vão.

A história se passou já faz 3 anos, mas recentemente ela foi atrás do meu atual namorado, até! E conseguiu achar ele, inclusive. E ele me mandou uma mensagem falando "amor, acabei de conhecer uma moça que parece muito contigo! Ela veio falar comigo do nada" e quando ele descreveu a moça eu só perguntei "o nome dela era Julia?" E ele confirmou. A doida de novo! E o ex, também surge toda hora querendo graça. Saí sendo querida, pelo menos."


- História de Terror - 

"Em 2016 eu virei muito fã de livros de romance erótico (pós-Cinquenta Tons de Cinza). Em 2017 quando eu fiz 18 anos, ainda virgem, eu queria viver a Anastasia (protagonista de Cinquenta Tons) e me acabar no masoquismo com um Christian Grey... porém com minha cara de santo não era fácil achar um desses na vida real, então resolvi me aventurar nos aplicativos de relacionamento.

Date vai, date vem, e não encontrava um Christian Grey pra mim. Foi então que, em um aplicativo X, me aparece um cara com uma foto do queixo pra baixo: Sem camisa, abdômen sarado e de calça social... fiquei soltando vapor. Eis que na descrição dele estava um grande e belo "BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) + Epoctro" (Não sabia o que era). Aquele BDSM apitou na minha mente e eu fiquei trêmuloooooooooo.

Mandei mensagem pra ele, um "Oi" bem tímido 🤭🤭.

Desenrolamos um assunto, não entramos em nenhum tema voltado a BDSM e foi perfeito, ele mandou foto do rosto, não era um Christian Grey mas eu achei ele gatinho (Tinha 25 anos, eu 18).

Apesar de eu estar com fogo e soltando vapor, eu tava muuuito timidozinho ainda, gayzinho, recém saído da escola indo se encontrar com um bofe formado, bem de vida? Era complicado pra mim. Mas um dia, no auge do fogo, eu aceitei ir num date com ele. Vou chamá-lo de Ruan.

Ruan foi me buscar em casa (me senti princesa? sim), fomos no cinema, depois jantamos e SÓ. Ele depois veio me trazer em casa e eu entrei na paranoia, achando que ele me odiou, que eu tava com bafo. Chorei a noite toda, no outro dia ele quis sair de novo. Enxuguei as lágrimas e fui, obviamente. Dessa vez ele me levou em um café (apesar de já ser noite) e apenas comemos uns petisquinhos... Logo então pensei: Se ele não quer que eu coma muito, é por que hoje eu que vou ser a refeição...

Pois bem.

Date perfeito até então.

Ele me levou pro apê dele. Não era uma mansão, mas era arrumadinho. Eu tava mordendo os lábios, esperando um quarto vermelho da dor mas era um quarto normal. Mas tudo bem. Bebemos um vinho, conversamos até que eu fiquei puto por que ele não tomava atitude e agarrei ele, f*da-se. Deu certo, a gente ficou no sofá, ele beijava maravilhosamente bem, me despiu sem tirar a boca da minha... foi mágico. Ai ele me me ergueu e me levou pro quarto, a gente caiu na cama se beijando e eu soltando vapor.

Ele fechou a porta e apagou a luz, ficou só uma meia luz entrando pelo poste perto da janela do apartamento. Eu na cama ansioso por ele... Então o Ruan pegou o celular e abriu o spotify, procurando alguma música. Como quem não quer nada, ele perguntou:

- Você leu minha bio no aplicativo, né? - respondi "uhummmmm" e gritandoo de tesão por dentro, pensando "Pqp, é agora que vem a parte da dor". Ele então perguntou se eu queria Rihanna ou The Weeknd, eu respondi "gosto de TUDO". Então ele perguntou: "Você também é epoctro?" e eu respondi "claro, sou MUITO eclético"

Nesse momento ele largou o celular e puxou uma caixa debaixo da cama, tirou as algemas e eu quase gritei de antecipação. Ele me prendeu na cabeceira da cama, tirou a calça lentamente, eu mal via mas ao mesmo tempo via tudo e eu queria MAAAAIS. Então ele montou em cima de mim, aproximou o quadril da minha cara. Eu tava salivando.

Então ele virou de costas.

Eu pensei "Que? Eu não falei que era passivo?"

Achei que ele queria que eu chupasse o botão dele.

Abri a boca pra dizer "Ruan..."

Então ele começou a peidar.

Peidar.

P-E-I-D-A-R.

Peidou. Peidou tudo.

Sonoramente. Um peido barulhento com cheiro de chorume. Podre. Fedido.

PEIDOOOOOOOU.

E eu gritei a plenos pulmões. Berrei.

E foi nesse dia que descobri que epoctro é quem tem fetiche por peidos, como uma forma de deixar a pessoa submissa. E quando ele perguntou se eu era epoctro eu entendi que ele perguntou se eu gostava de qualquer música, achei que era algum sinônimo de eclético."