#SemanaGamer: Counter-Strike: Global Offensive

Por Lana Duarte, Gabriela Horta, Letícia Abreu e Priscila Augusto


Counter-Strike:Global Offensive (ou simplesmente CS:GO) é um dos first-person shooter (jogos de tiro de primeira pessoa, ou FPS) mais populares do mundo. O game é um confronto entre dois times de cinco jogadores cada: terroristas e contra-terroristas. As equipes podem vencer a rodada eliminando todos os membros do time adversário ou, no caso de terroristas, plantar e detonar uma bomba. Contra-terroristas também podem conquistar uma vitória se impedir esse objetivo dos terroristas.

Mas isso seria apenas um round ganho - para realmente serem campeãs, as jogadoras precisam vencer 16 rounds. Se as duas equipes empatarem nos 15 pontos, rola prorrogação até os 19 pontos. Se empatarem de novo aos 18, acontece de novo, até pararem de empatar com 3 pontos a cada overtime. Campeonatos geralmente são mata-mata (MD1) com melhor de três (MD3). Em casos mais raros, até mesmo melhor de cinco (MD5) nas finais.

No caso de MD1, os times devem vetar um mapa; isto é, bani-lo, seja porque seu time não joga bem nele ou seja porque o time adversário o domina muito bem. Os vetos alternam entre as equipes, cada time banindo um mapa até sobrar apenas um, e o mata-mata começa. Já em MD3 é diferente: cada equipe veta um mapa, depois cada uma escolhe um para jogar. Estes serão jogados nas duas partidas. Depois, cada time veta um mapa de novo, e como são apenas sete mapas jogados no competitivo, sobrará apenas um. Por fim, em MD5, cada equipe veta um mapa, depois cada uma escolhe dois, e o mapa que sobrar será jogado em caso de empate.

Dust 2 antes e depois de seu rework. Fonte: Reprodução.

Atualmente, CS:GO conta com 33 armas, sendo 10 pistolas, 11 rifles, seis submetralhadoras e seis pesadas, além de seis tipos de granada. Há armas que só podem ser utilizadas por uma equipe (exclusivas para terroristas ou contra-terroristas), mas várias podem ser utilizadas por ambas, e os preços, dano, recuo e precisão variam bastante.

Os jogadores também podem ser de determinada "função" dependendo da forma como a equipe gostaria de jogar (ofensiva ou defensivamente) e, é claro, da familiaridade e intimidade do jogador com esta posição. Elas são, resumidamente: AWP (ótimos snipers); Lurker (que vêm após sua equipe, tentando pegar inimigos desprevenidos através de rotações); Entry Fragger (os que entram primeiro, que vão na frente); Segundo Entry Fragger (quem vinga a morte do Entry Fragger); In-game Leader ou Capitão (o que dá as calls sobre equipamentos a comprar e estratégias); e Suporte (que fica por trás jogando granadas e tem bom conhecimento dos mapas).

Não existe um "campeonato mundial de CS:GO" - o que existe são os "Majors" (ou seja, campeonatos "maiores"), que são competições co-organizadas pela desenvolvedora do jogo, a Valve. Inclusive, um dos Majors deste ano será no Brasil! O ESL One Rio 2020 seria o primeiríssimo Major em território brazuca e estava programado para o meio de Maio, porém foi adiado para meados de Novembro devido à pandemia do COVID-19. Em compensação, a premiação foi dobrada: o time campeão receberá não um, mas US$ 2 milhões (quase R$ 10 milhões e meio).

São nos Majors que várias skins são lançadas para os jogadores ostentarem o orgulho pelo seu jogador favorito ou time do coração (embora o lançamento não esteja limitado aos Majors, e possam vir através de caixas ao longo do ano). Skins são como adesivos para seus equipamentos, tornando-os customizáveis. O mercado de skins de CS:GO movimenta muito, mas muuuito dinheiro entre os jogadores, que podem comprá-las ou vendê-las - as mais caras podem chegar a mais de US$ 60 mil. E já que estamos falando de skins, por quê não lembrar da recentemente lançada Bullet Queen, skin inspirada na jogadora Amanda "AMD" Abreu? A ex-jogadora da Black Dragons foi eternizada na pistola Glock e sua skin foi feita pelo estúdio brasileiro 2Minds, que também tem como co-fundadora uma mulher, Luiza McAllister.

Feita por uma mulher e inspirada em uma mulher. Fonte: Divulgação/Valve. 

Outra forma de deixar sua marca no CS:GO é, bem, literalmente deixando sua marca. A Valve registra grandes jogadas feitas em Majors através de grafites nos mapas em que estas foram realizadas. Por enquanto, o único grafite inspirado em uma jogada brasileira é o de Marcelo "coldzera" David, da Luminosity na época - sob desvantagem de placar para a Team Liquid, coldzera eliminou quatro jogadores de uma vez, sendo dois abates com um único tiro no-scope em pleno ar. Agora o mapa Mirage conta com uma arte de uma AWP com asas, simbolizando os saltos, e quatro caveirinhas em cima delas. Loucura, né? Mal podemos esperar para ver uma jogada de uma mulher sendo imortalizada em algum mapa!

O grafite inspirado na jogada de Coldzera. Fonte: Reprodução/Valve. 

Mas o que falta para a jogada de uma mulher virar grafite? Bom, primeiramente, faltam mulheres nos Majors. Ao contrário do que muitos pensam, os Majors não são exclusivamente masculinos. Não há nenhuma regra contra a participação de mulheres, tornando todos os Majors, e todos os times participantes destes, mistos. Mas se é assim mesmo, onde estão as mulheres? Nós temos o Intel Challenge Katowice, competição feminina que faz parte do Intel Extreme Masters (IEM), que foi Major em 2019... Mas é isso. O Intel Challenge pode ser considerado um "Major feminino" por associação talvez, mas isso não impediria participação feminina no IEM. Sem falar que este ano não haverá Intel Challenge, então mesmo que pudéssemos considerá-lo um Major feminino, agora nem isso teremos. Onde estão as mulheres nos campeonatos mundiais mistos, e para onde vão este ano, sem mundial feminino?

Ao longo dessa semana, traremos informações sobre torneios femininos de CS:GO, iniciativas de divulgação destes campeonatos e de incentivo à participação feminina no game, e entrevistas com grandes mulheres desse cenário. Fiquem ligados na Semana Gamer - CS:GO da Sakuras Esports!